29 outubro, 2006

│mortemenor│



arde a existência de papel.
cinzas que reciclo. existência reciclada.

a ar arr arra arran arranq arranqu arranque.
rran q arr an qu.





i'll read you a story, by colleen.

26 outubro, 2006

│unlisted wishlist # 5│





aqua, by ryuichi sakamoto.

22 outubro, 2006

│pelicular│







chá meticulosamente escolhido, torradas com manteiga em excesso, neste chalé que elegi para deixar de estilhaçar, para entender o mundo. a vida regressa tímida, silencia os vulcões mais recentes e permito-me sarar debaixo desta luz amarelecida que chove no fim de tarde.

desconheço, invento, crio, sou menos, abro, espero, acabo, recomeço, roubo, troco coincidências por mãos e sulcos.

16 outubro, 2006

│and say yeah!│



quentes dias.

14 outubro, 2006

│noyée│



chamo-te sem voz.
chamo-te com a dança do vento na tua idade.

da tua memória desprendem-se as magníficas cores de um astro explodindo,
e do firmamento recebo a força da labareda,
o tempo da delicada quietude.

poderias erguer-te aqui como o castanheiro dos contos sussurrados junto ao fogo,
e deambular trémulo com as aves.
poderias murmurar o humilde sossego do coração,
onde a tua voz é precioso alimento do meu silêncio.

encontrei dentro de ti o repercutido som do mar,
a voz exacta das plantas e um abrigo.
és-me necessário pelos caminhos,
pelas constelações e rubros solstícios.

és-me necessário aqui,
onde faço de aves este dia,
e descubro no amor o dom do voo e do sonho permanente.
por isso tatuo na delicada pele da eternidade
o teu nome a repousar nas manhãs do meu mundo.

magnificamente, vives no outro lado do meu silêncio,
aquele que me ensina o vento, a idade,
a leveza,e a delicadeza infinita.

ficarei a tocar a tua mão de neve.



lullaby, by goran bregovic.

09 outubro, 2006

│homeless│



you chase my blues away. everyday.

midnight melodic, by terranova.

07 outubro, 2006

│livre posologia│



não destruam os mal-me-queres.



jardim de inverno ii.



confidencial.

olga roriz.

06 outubro, 2006

│pequena dimensão de interioridade│






útero calcinado a preto e branco, manhãs tropeçando. muito, muito,
vontade sépia afiada em sobreposições de cesarianas.

perfeitamente longe da lua minguante.

nothing to lose, by isabelle antena (remixed by thievery corporation).