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25 março, 2007

│work in progress│

# cibelle - london, london [feat devendra banhart] #

fresco, solto, livre, límpido, e profundo, como se espera de um sorriso.

21 janeiro, 2007

│em grande sido│





sobre cada papel o vapor do chá,
o ruído natural que o descanso aquece na página.
o incenso tece, como qualquer flor, um berço nas árvores em sete mares
um verso além das montanhas que roda nos eixos da imaginação.

cada silêncio convida um mar
uma aba branca branca como a vaga enumeração de uma chama.

31 dezembro, 2006

│ortopedia│





uma luz engelhada faz doer.
com os segundos as horas deixadas para trás
a mão aberta ao rosto lembra como inteiramente ser.
os anos aperfeiçoam a arte de caminhar pelos telhados.

guardam um poder mais forte
as mãos que não se deixarão fechar.

17 novembro, 2006

│a seguir do deserto│



um pouco de fúria,
um pouco de salto,
um pouco de fenda,
um pouco de violência,
um pouco de rubra luz,
um pouco de cegueira,
um pouco de ruído,
um pouco de cimento,
um pouco de grito,
um pouco de guitarra eléctrica

para activar a manhã, o corpo, a vontade, o motivo, e um caminho que se abra ao caminhar.

where i end and you begin, by radiohead.

15 novembro, 2006

│a seguir o deserto│



quando a tarde é um exagero que dói na ponta dos dedos
vem uma coluna de pedra ao fundo dos dias.
e aperto com os dedos o silêncio em que estou.

interiormente em busca de um céu concreto.



adaptado de vasco gato.
concrete sky, de beth orton.

08 novembro, 2006

│messiânico│



madrugada narcotizada na garganta.
regressar ao mais alto terraço,
bocas maiores para o coração.



war, by goran bregovic.

14 agosto, 2006

│arabesco│





para uma criança morrer
absoluta e cadáver
dão-lhe o inferno para crescer
chamam destino ao que a morte cria
e noite à verdade dos dias
tiram retratos que a morte desfoca
e permitem que se passe entre os mortos.

ninguém se levanta dentro do seu próprio coração.
ou da minha janela não se vê mais nada.
ouve-se o silêncio contra mim
e chove a morte contra os vidros.

ardiam cidades no meu sono
até que o mar queimou o mar
e nada passou a ser tudo.

pedro sena-lino
let's pretend, by tindersticks

│the end│

perdeste o nome como eu há muito perdera a infância. trying to stay awake noite turva pelo tamanho do medo and remember my name tentando luc...