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10 julho, 2007

28 junho, 2007

│voa dor│



há um vapor que emana dos pequenos movimentos do mundo, da luz do riso e do sorriso, do gesto lento, das inflexões da voz. a música é íntima como um vapor, sem se saber como o outro se ouve dentro de si.
adaptado de fátima pombo.

01 março, 2007

│papel mate│



que as estrelas fossem o meu tecto, que a luz da lua fosse a única água a banhar-me o rosto, que o vento fosse o lençol com que aconchego o frio, e o sono a única inconsciência que me seduzisse.

29 outubro, 2006

│mortemenor│



arde a existência de papel.
cinzas que reciclo. existência reciclada.

a ar arr arra arran arranq arranqu arranque.
rran q arr an qu.





i'll read you a story, by colleen.

07 setembro, 2006

│ﺞ│



deus tem que ser substituído rapidamente por poemas,
sílabas sibilantes, lâmpadas acesas, corpos palpáveis,vivos e limpos.

a dor de todas as ruas vazias.

sinto-me capaz de caminhar
na língua aguçada deste silêncio.
e na sua simplicidade, na sua clareza, no seu abismo.
sinto-me capaz de acabar com esse vácuo.

a dor de todas as ruas vazias.

mas gosto da noite e do riso de cinzas.
gosto do deserto, e do acaso da vida.
gosto dos enganos, da sorte e dos encontros inesperados.
pernoito quase sempre no lado sagrado do meu coração,
ou onde o medo tem a precaridade doutro corpo.

a dor de todas as ruas vazias.

sujo os olhos com sangue.
chove torrencialmente. o filme acabou. não nos conheceremos nunca.

a dor de todas as ruas vazias.

os poemas adormeceram no desassossego da idade.
fulguram na perturbação de um tempo cada dia mais curto.
e, por vezes, ouço-os no transe da noite.
assolam-me as imagens, rasgam-me as metáforas insidiosas, porcas...
e nada escrevo.

o regresso à escrita terminou.
a vida toda fodida - e a alma esburacada por uma agonia tamanho deste mar.

a dor de todas as ruas vazias.




al berto

17 julho, 2006

│acrobata│



«acordas com as frases
desfeitas por dentro, deixam
um rasto ao lado das coisas,
não comportam nunca o imponderável,
o silêncio, o pavor que te colhe
quando abres as mãos e
é só pedra o que retêm.»

fernando luís sampaio

│the end│

perdeste o nome como eu há muito perdera a infância. trying to stay awake noite turva pelo tamanho do medo and remember my name tentando luc...