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07 março, 2007

│ligação arte rial│



- tenho sempre as mãos frias.
- não é bem isso, tens sempre o frio nas mãos, um frio que se abriga nelas para não morrer.

rui nunes

25 fevereiro, 2007

15 janeiro, 2007

│we have a map of the piano│





às vezes lemos a nossa dor e tudo muda, um verso uma frase ressoam em nós como um segredo que se mostra, conseguimos, alguns conseguem, essa sobrevivência frase a frase, verso a verso, porque lhes fala tão próximo, porque parou para lhes falar, então deve ser essa, a que permite esperar, aquela onde descansarão.

rui nunes

23 dezembro, 2006

│pausa para construir a casa│


eight cognition all you've left, by six organs of admittance.

de mansinho,
uma árvore migratória vem vertebrar-me os dias.

uma folha balança, vai pela rota do vento sereno,
sem ter medo.
sigo-a com os olhos, vejo-a desprender-se para cair no lago,
sua essência aquática.
baixo-me, estendo os ramos
e fico com ela na mão.
devagarinho, fecho os olhos para o som crescer.

12 novembro, 2006

│(cl)ave│



ain't you healthy, ain't you wise
there's no pain to lament
and no dream undreamt.

by bonnie prince billy.

14 outubro, 2006

│noyée│



chamo-te sem voz.
chamo-te com a dança do vento na tua idade.

da tua memória desprendem-se as magníficas cores de um astro explodindo,
e do firmamento recebo a força da labareda,
o tempo da delicada quietude.

poderias erguer-te aqui como o castanheiro dos contos sussurrados junto ao fogo,
e deambular trémulo com as aves.
poderias murmurar o humilde sossego do coração,
onde a tua voz é precioso alimento do meu silêncio.

encontrei dentro de ti o repercutido som do mar,
a voz exacta das plantas e um abrigo.
és-me necessário pelos caminhos,
pelas constelações e rubros solstícios.

és-me necessário aqui,
onde faço de aves este dia,
e descubro no amor o dom do voo e do sonho permanente.
por isso tatuo na delicada pele da eternidade
o teu nome a repousar nas manhãs do meu mundo.

magnificamente, vives no outro lado do meu silêncio,
aquele que me ensina o vento, a idade,
a leveza,e a delicadeza infinita.

ficarei a tocar a tua mão de neve.



lullaby, by goran bregovic.

06 outubro, 2006

│pequena dimensão de interioridade│






útero calcinado a preto e branco, manhãs tropeçando. muito, muito,
vontade sépia afiada em sobreposições de cesarianas.

perfeitamente longe da lua minguante.

nothing to lose, by isabelle antena (remixed by thievery corporation).

27 setembro, 2006

│navigateurs du soleil incandescent│



«uma ave de palavras escreve no espaço a remota sabedoria do voo,
depois desce e vem pousar suavemente na palma da mão.




e digo: se a noite vier
cheia de luzes ilegíveis de véus
de relógios parados - ergue as asas
fere o ar que te sufoca,
aquilo que perdeu o nome e se bebe como cicuta junto ao precipício.
depois
deixarei o dia avançar com o barco
que levanta voo e traz as notícias dos jornais
e o cheiro espesso das coisas esquecidas - os óculos
para ver o mar que já não vejo e um dedo incendiado
esboçando na poeira uma janela de ouro
e de vento.»



if they cheered, by lilium.

12 setembro, 2006

│azul possivelmente o mar│ # 2

todos os fechamentos são aberturas.
todos os finais são inícios.




ouvir significa suspender o próprio desejo e julgamento, e existir para a outra pessoa.



doce cegueira de ver dias sem paisagem só porque a languidez os obscureceu.
não olhar para trás.
e como olhar em frente, onde o corpo, aberta flor de cemitério, desperdiça o seu odor?


o princípio ou o fim. quem ouve não vê isso, mas antes um imenso espaço entre.
sei que dentro deste esvair existe grandeza, espera o pé ante pé dos dias.

eu aqui fico. há sempre um último toque redentor.

03 setembro, 2006

│land of plenty│



poke the body with a stick roll it down
ignore the moaning as it tumbles to the ground
be brave and save your day
these days are cold
numbers rule I've been told
the pattern is clear better fit in the mould
be brave and save your day
to cough up sympathy isn't hard but it costs
hold tight to your life savings
you have to do what you must
to save your day
so poke the body and roll it down
the grave looks cold but we're still young.

always your day.

15 agosto, 2006

│neverending tender│

a infância dos corais,
de sonho em sonho,
desce as estrelas
desdobra o mar atrás das nuvens
com o nascimentos dos dias na mão
e o segredo que procura
espreitando pela iris do seu coração interminável.

és, no céu, ave rara
que voa nas páginas do segredo das estrelas.

│the end│

perdeste o nome como eu há muito perdera a infância. trying to stay awake noite turva pelo tamanho do medo and remember my name tentando luc...