27 setembro, 2006

│navigateurs du soleil incandescent│



«uma ave de palavras escreve no espaço a remota sabedoria do voo,
depois desce e vem pousar suavemente na palma da mão.




e digo: se a noite vier
cheia de luzes ilegíveis de véus
de relógios parados - ergue as asas
fere o ar que te sufoca,
aquilo que perdeu o nome e se bebe como cicuta junto ao precipício.
depois
deixarei o dia avançar com o barco
que levanta voo e traz as notícias dos jornais
e o cheiro espesso das coisas esquecidas - os óculos
para ver o mar que já não vejo e um dedo incendiado
esboçando na poeira uma janela de ouro
e de vento.»



if they cheered, by lilium.

1 comentários:

(in)tacto disse...

O travo a vinho ainda se espreguiça por entre os lábios.
O olhar acompanha os olhos doces da noite. Sigo, lentamente, o ranger do soalho abafado pelas vozes e luzes nocturnas.

um sorriso*